quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou - Renzo Piano


O Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou em Nouméa, capital do território francês da Nova Caledônia, no Pacífico Sul, foi concebido em 1991 e construído entre 1993 e 1998, e homenageia o líder comunitário Jean-Marie Tjibaou, assassinado em 1989. Tijibaou foi um lider do movimento de independência da Nova Caledônia, lutando pelo respeito e pelas necessidades da sua gente, no que tange à tradição e a cultura. A cultura Kanak entende a vida como uma harmonia entre a terra, o vento e o céu, sendo a ligação com a natureza um dos fatores fundamentais de sua história. Em função disso, o Centro Cultural é semelhante às aldeias nas quais as tribos de Kanak moram, e que normalmente são constituídas por uma série de cabanas que se distinguem pelas funções e hierarquias das tribos.
Neste projeto Renzo Piano teve como desafio coordenar esta filosofia e a ligação entre natureza e tecnologia, através de uma arquitetura que expressasse uma realidade regional através de uma linguagem contemporânea. A relação pretendida entre a tradição Kanak e os recursos oferecidos pela técnica são desenvolvidos e mesclados no projeto, buscando uma nova síntese e despertando a compreensão consciente entre passado e presente.

Fonte: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.082/263

O que eu achei mais interessante de tudo isso foi o fato de o arquiteto, não apenas respeitou a cultura local como também seu entorno, sem prejudicar tanto. A consciência histórica, ambiental e cultural do arquiteto atualmente torna-se cada vez mais imprescindível, pois cada o projeto, quando executado, torna-se parte do ambiente e consequentemente, faz parte da história do local e de quem vive lá.
O pensamento e planejamento através de croquis é algo essencial, algo que eu não tinha tanta consciência logo no primeiro semestre, mas ao ver os projetos de arquitetos conhecidos, seu processo criativo e planejamento, notei que os croquis não são apenas 'estética' ou 'pra bonito'; assim como as maquetes são para ter uma noção volumétrica, o desenho (que não precisa ser artístico ou realista) não é apenas uma ferramenta, ele simplesmente faz com que o projeto se torne realidade através da imaginação.

Um comentário:

  1. Adriana, perfeita a tua percepção sobre a importância dos croquis no processo projetual! quem dera todo arquiteto/aluno de arq. percebesse isso.

    nao abandona o blog!
    bj
    luciano

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